Jim Parsons revela que detestava o auge de Big Bang Theory e Sheldon
Jim Parsons revela que comportamento obsessivo, não apenas disciplina, marcou os bastidores de Big Bang Theory.
Sete anos depois do fim de The Big Bang Theory, Jim Parsons decidiu contar uma versão bem diferente da história por trás do sucesso. Em entrevista ao podcast All Out with Jon Dean, o ator revelou que boa parte do que parecia disciplina e ética de trabalho durante os anos de sitcom era, na verdade, comportamento obsessivo que o deixava infeliz mesmo nos momentos de maior conquista profissional.
“Olho para trás agora e percebo que, de várias formas, em alguns dos melhores momentos da minha vida, eu estava infeliz. Eu não estava feliz. Eu estava estressado”, contou o ator, hoje em cartaz na Broadway com o musical Titanique.
O peso de manter “pratos no ar”
Parsons descreveu a si mesmo como um workaholic durante os anos em que interpretava Sheldon Cooper, personagem que lhe rendeu quatro Emmys e um Globo de Ouro ao longo de 12 temporadas. Segundo o ator, ele sentia que precisava manter uma quantidade enorme de responsabilidades equilibradas simultaneamente, e acreditava que todo o sucesso e as coisas boas da vida só existiam por causa desse excesso de trabalho e disciplina.
Questionado se a exigência vinha de uma ética de trabalho genuína, o ator corrigiu a percepção do apresentador. Segundo ele, aquilo se traduzia em parte como ética profissional, mas na essência era comportamento obsessivo, algo que ele descreveu como “de natureza obsessivo-compulsiva”, carregando mentalmente uma lista de tarefas que precisava cumprir para se sentir confortável e confiante de que estava fazendo o trabalho direito, mesmo sem ter certeza se isso era realmente verdade.
O que ele sacrificou pelo caminho
O apresentador Jon Dean questionou diretamente se esse padrão de comportamento custou relacionamentos e tempo de qualidade com amigos e família ao longo dos anos. Parsons confirmou que sim, reconhecendo que abriu mão de boa parte da própria vida pessoal nesse processo.
O ator também revelou, na mesma conversa, que passou nove anos sober durante o período de gravações do seriado, um detalhe que reforça o contexto mais amplo de autocontrole rígido que ele descreve ter mantido sobre praticamente todos os aspectos da própria rotina na época.
Uma relação com Sheldon que ainda está evoluindo
Mesmo reconhecendo o desgaste, Parsons não voltaria atrás na decisão de viver aquele período daquela forma, dizendo que não repetiria a experiência por nenhuma quantia de dinheiro, mas também não trocaria por nada o caminho que ela abriu em sua carreira.
Questionado sobre a associação permanente do público com o personagem Sheldon, o ator reconheceu que essa ligação não vai desaparecer tão cedo, mas descreveu a própria relação com o papel como algo em constante evolução, cada vez mais saudável com o passar dos anos.